Marcelo Kazequer

Marcelo Kazequer

Menos é mais. Um pouco da minha experiência ao adotar uma vida minimalista

Engana-se quem pensa que o estilo de vida minimalista se resume apenas a viver com o mínimo de bens materiais e viajar pelo mundo com apenas uma mochila ou então morar numa casa com o mínimo de móveis possível. O estilo de vida minimalista pode ser muito mais básico ou radical do que essas opções, depende apenas de você. 

Vida minimalista…

Primeiramente, quero deixar bem claro que não existe nenhum manual para levar uma vida minimalista. Nesse estilo é você que DEVE ditar as regras do jogo. Se sentiu fodão logo de início né? Eu sei…

A única coisa que você deve prestar atenção é que MENOS é MAIS. Você pode aplicar isso em várias áreas da sua vida. Não entendeu nada? Vou relatar um pouco da minha experiência nisso…

Bens Materiais: Menos é mais

Eu comecei por aqui e acredito que esse seja o ponto de partida para muitos. Pra ser mais específico, comecei pelo meu armário. Me dei conta que não fazia o menor sentido ter 30 camisetas se usava sempre umas 10. Algumas camisetas estavam lá há anos e eu tinha usado uma ou duas vezes apenas. Eu decidi doar essas peças para alguém que realmente precisava! Nesse processo, tive que escutar coisas do tipo:

– Marcelo! Você vai dar isso mas nunca usou essa camiseta…
– Sim, é realmente por isso que estou doando!

Não fazia sentido ter vários CD’s empoeirados no fundo do armário se eu nem lembrava quando foi a última vez que coloquei algum deles pra tocar. Não fazia ter sentido ter 3 pentes se meu cabelo é curto e estou ficando careca… Enfim, basicamente sai procurando todos os objetos que eu tinha e me perguntando o seguinte:

  • Eu realmente preciso disso?
  • Será que outra pessoa aproveitaria melhor isso?

Isso não é sobre “jogar tudo no lixo”, mas sim sobre encontrar um destino melhor para aquelas coisas que não fazem sentido para mim.

Doando bens materiais? Você está louco!

Já te adianto, as pessoas vão chamar de louco. Conheço pessoas que ganharam louças de casamento há 10, 20, 30 anos e nunca usaram. Conheço pessoas que gostam de comprar coisas apenas pra se distrair e depois deixar apodrecendo em um fundo de armário. Essas pessoas me chamam de louco e eu chamo elas de loucas também. No final ficamos empatados…

Porém, no critério de desempate, eu não fico refém dos objetos que comprei e nunca utilizei. Eu não preciso perder tempo (meu bem mais precioso) para limpar uma pilha de CD’s empoeirados ou pra encontrar onde está aquela camiseta que quero usar. Não fico fazendo parcelas em cartão de crédito apenas pra gerar uma felicidade instantânea por ter comprado algo novo…

Bens materiais: cuidado com a felicidade instantânea…

Não quero que o artigo fique muito longo. Então vou deixar apenas um alerta por aqui…

Percebo que muitas pessoas trocam de celular ou carro com frequência por que acham que isso vai lhes trazer mais felicidade. Acorde! Isso é apenas ilusão! Não caia nas campanhas de marketing! Sempre vai ter um objeto novo sendo lançado, aquele celular que te fez tão feliz no dia da compra não parece mais tão legal assim meses depois…

De maneira resumida, se a sua felicidade depender de algum objeto, você está ferrado.

Bens materiais e status social

Tô cagando e andando pra isso. Se eu quiser comprar um celular de última geração vai ser por MINHA vontade. Não pra ser bem visto pelos outros. Julgo as pessoas pelo que são, não pelo que possuem. Novamente, tô cagando e andando pra status social.

Informação que consome: Menos é mais.

Acredito que já perdi alguns anos da minha vida apenas me nutrindo de informações irrelevantes. Eu assistia o jornal apenas pra ficar bem informado sobre o que estava rolando no mundo, mas aos poucos percebi que isso não fazia sentido pra mim…

Eu realmente colhi muitos benefícios ao minimalizar nessa parte de informações que consumia…

Para que esse artigo não fique muito longo, recomendo que você dê uma olhada nesse outro artigo que já escrevi no Blog e falo exatamente sobre esse tema: Dieta Pobre de Informação, comece esse regime agora mesmo.

Reclamações: Menos é mais

Esse está sendo o maior desafio pra mim até o momento…

Eu me julgava uma pessoa muito positiva, então achei que seria moleza entrar em um desafio de ficar 21 dias sem reclamar de nada (já escrevi sobre isso nesse artigo). Na primeira semana do desafio percebi que todo dia estava reclamando de algo por mais simples que fosse. Não consegui completar 21 dias consecutivos ainda sem reclamar, mas estou no caminho…

Não quero ficar aporrinhando as pessoas ao meu redor todos os dias com reclamações, por “inofensivas” que sejam. Isso não faz o menor sentido pra mim, então estou minimalizando nisso também.

Isso é um pouco da minha experiência até o momento…

Você pode ter a sua da maneira que quiser! Livre-se daquilo que não faz sentido pra você e dê mais espaço ao que realmente importa na sua vida. Isso é LIBERTADOR!

E aí? O que você pensa desse lance de vida minimalista?

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Marcelo Kazequer

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