Marcelo Kazequer

Marcelo Kazequer

Dieta pobre de informação: comece esse regime agora mesmo

Você sabia que uma edição de domingo do jornal The New York Times contém mais informação do que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida? Richard Saul Wurman afirmou isso em seu livro Ansiedade de Informação.

Tudo em excesso faz mal (sabedoria popular)

Há alguns anos, eu aderi à dieta pobre de informação. Se você quer ter mais energia e disposição no seu dia, te convido a ler esse artigo…

Dieta pobre de informação

Descobri esse conceito através do Tim Ferriss em seu livro The 4-Hour Workweek (Trabalhe 4 horas por semana). A ideia é simples: reduza a quantidade e reveja a maneira como você consome informações.

Vamos combinar que informação é qualquer coisa que você leia, veja ou escute, e que cabe a você analisar quais são suas fontes de informações no dia a dia e verificar onde existem conteúdos irrelevantes para você.

A minha experiência com a dieta pobre de informação

A seguir, vou relatar um pouco da minha experiência com a dieta pobre de informação, quem sabe você não se identifica com alguma das situações abaixo…

Facebook

Há alguns anos, estava pesquisando algumas dicas para melhorar a produtividade, então cai em um artigo do tipo “X dicas para melhorar sua produtividade”. Uma dessas dicas era a seguinte:

  • Desative o feed de notícias do Facebook.

Confesso que pensei bastante se colocaria em prática essa dica ou não, afinal de contas eu gostava de ficar rolando INFINITAMENTE o feed lá de bobeira só pra me me informar da vida alheia (quem nunca, né?). No meu caso, percebi que isso era um conteúdo irrelevante pra mim, então desativei o feed de notícias, no começo foi estranho, mas você se acostuma…

Hoje, se eu quero saber o que fulano está fazendo da vida, eu mando uma mensagem pra ele… É muito mais legal e fazer isso do que ficar no modo automático como um zumbi rolando o feed lá… Faça o teste você mesmo…

E-mail

Não tenho vergonha de falar: a minha caixa de entrada era uma zona. Teve uma época que caguei, me cadastrei  pra receber informativos de vários gurus da internet em diversas áreas (finanças, saúde, marketing digital, etc.)

O resultado você deve imaginar: eu recebia vários e-mails durante o dia, então pra caixa de entrada não ficar uma zona, eu criei umas 5 pastas e 374 sub-pastas para organizar toda aquela bagunça… Eu estava sendo organizado, mas não estava sendo nenhum pouco inteligente… Eu estava cadastrado pra receber informativos de vários blogs e sites, mas era um ou outro que realmente era relevante pra mim…

A solução é simples: Descadastre-se dos locais que ficam te entupindo a caixa de entrada mas não lhe oferecem conteúdo relevante…

Noticiário da TV

Eu já não assistia muito televisão. Porém, se tinha uma coisa que eu ainda assistia era a hora do jornal, seguindo aquela velha crença do “sempre é bom ficar bem-informado”.

Porém, comecei a reparar que:

  1. Das 100 notícias que eu vi na semana passada, mal conseguia lembrar de 2 ou 3.
  2. A maioria delas não eram relevantes pra mim.
  3. O foco estava na quantidade, não na qualidade delas.
  4. A maioria das notícias eram de coisas ruins.

Veja, não vou nem entrar na questão manipulação ou daquele sensacionalismo forçado típico da maioria dos jornais, pois não é o foco do artigo.

Atenção para o item 4: acho que se a maioria das notícias que a gente vê são de coisas ruins, nós aceitamos isso como algo normal ao longo do tempo. Vamos pegar a política como exemplo: A maioria dos brasileiros fica revoltado com a corrupção mas aceita passivamente esse problema, pois todos os dias vê alguma notícia de corrupção no jornal. Por consquência, acaba aceitando isso como algo normal. Agora inverta a situação: Se a maioria das notícias sobre política fosse algo bom, quando surgisse algo errado, a população não aceitaria passivamente… Entende onde quero chegar com isso?

Sendo assim, não fazia sentido nenhum mais ver o jornal. Se algo realmente for impactar a sua vida, alguém vai comentar com você naquela conversa de elevador, fila do ônibus, etc.

Atenção pra dica de ouro:

Você achou legal esse lance de dieta pobre de informação mas tem medo de ficar ignorante ou algo do tipo? A dica de ouro é: deixe que pessoas que você confia façam o estudo por você e pegue apenas o que interessa…

Veja o exemplo abaixo do trecho do livro do Tim Ferriss e você vai entender melhor:

Eu votei na última eleição presidencial, apesar de estar em Berlim. Tomei minha decisão em questão de horas. Primeiro, mandei e-mails para amigos nos Estados Unidos, com bom nível educacional, que tinham valores parecidos com os meus, perguntando a eles em quem votariam e por quê. Segundo, julgo as pessoas baseado em suas ações, não em suas palavras; então, perguntei a amigos em Berlim, que tinham uma visão menos influenciada pela propaganda midiática americana, como eles julgavam os candidatos, com base em seu comportamento histórico. Por último, assisti aos debates da campanha. Foi assim. Deixei pessoas em quem confio sintetizarem centenas de horas e milhares de páginas de mídia para mim. Foi como ter dúzias de assistentes pessoais, e eu não tive que pagar sequer um centavo a eles. (Timothy Ferris – Trabalhe 4 horas por semana)

O que eu ganhei com a dieta pobre de informação?

Mais tempo livre e energia de sobra pra focar no que realmente interessa pra mim. Veja como é simples essa conta: Tempo livre + energia de sobra = novas experiências. Além disso, ao parar de ficar consumindo notícias ruins, tenho uma visão muito mais otimista do mundo, meu humor melhorou muito e até topei participar do desafio dos 21 dias sem reclamar

Resumidamente, essa foi a minha experiência até o momento com a dieta pobre de informação. Espero que você experimente esses benefícios também..

Agora eu quero saber de você…. topa entrar nessa dieta?

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Marcelo Kazequer

Apenas um Publicitário querendo lhe vender boas ideias para o seu crescimento pessoal 🙂

1 comentário em “Dieta pobre de informação: comece esse regime agora mesmo”

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