Marcelo Kazequer

Marcelo Kazequer

comecar a correr

Motivos para começar a correr… 5 km, bora?

Era um domingo: 18 de dezembro de 2022.

Acordei cedo, peguei minha bike e ainda com o café na garganta, decidi dar um rolé em santa.

Para quem não sabe, Santa Felicidade é um bairro bem bacana de Curitiba, colonizado por Italianos, a região ainda respira muito dessa cultura, seja na comida, arquitetura, folclore ou até mesmo nas “chakrinhas” que ainda sobrevivem pelo bairro.

Enfim, tudo isso atrai muitos turistas aos finais de semana, e como parte da minha rota passava por lá, eu precisava sair cedo de casa.

E assim eu fiz.

Como de costume, consegui escapar do trânsito em boa parte do trajeto e tudo ocorria dentro do meu modo “piloto automático”.

Até que em determinado momento da rota, ainda em santa felicidade, um bloqueio no trânsito chamou minha atenção.

Estava eu subindo a Avenida Vereador Toaldo Túlio e agora no sentido oposto em que eu pedalava, a rua era tomada por dezenas e centenas de corredores.

Acontecia ali uma corrida de rua!

Isso me tirou totalmente do meu piloto automático, e agora mesmo que eu quisesse, não teria como não prestar atenção naquela corrida em andamento.

Isso porque, enquanto eu pedalava em um sentido da avenida, aqueles corredores e corredoras vinham aos montes no sentindo oposto ao meu.

Era como se eu estivesse tentando nadar contra a maré.

Decidi reduzir meu ritmo e observar com mais detalhes aquelas pessoas.

Tinha gente de todos os tipos: novo, velho, gordo, magro, alto, baixo, em grupo, sozinho, na cadeira de rodas sendo empurrado por outros, etc.

Lembro-me de uma mulher que devia ter pelo menos uns 65 e estava correndo meio torta pois parecia não ter muita firmeza em uma das pernas, mas lá estava ela dando uma pernada de cada vez e seguindo em frente.

Tinha um guri novo, acredito que uns 20 anos no máximo que estava “todo errado”. Uma bermuda jeans e uma jaqueta larga. Parecia que ia pro shopping até. Aquela roupa não parecia nada confortável para correr. Estava na cara que era um iniciante e não tinha a menor preocupação com a roupa.

Tinha um grupo de mulheres que vinha lá atrás sendo quase que empurradas pelo carro da organização da prova, pois estavam mais caminhando do que efetivamente correndo, mas ainda sim haviam palmas de incentivo para aquele grupo que provavelmente estava testando seus limites.

Eu acho legal coisas assim, pessoas saindo da sua zona de conforto, explorando novas atividades, sendo um amador sem medo de ser feliz.

Reflita comigo:

Naquele momento, eu comecei a refletir sobre várias questões: a principal delas é: o que leva um grupo de pessoas a pagar para participar de uma corrida de rua em um domingo de manhã quando poderiam estar dormindo ou com a bunda no sofá?

A resposta que parece me fazer mais sentido é a seguinte:

Essas pessoas em sua maioria estão comprometidas não com o resultado da prova, mas sim com sua qualidade de vida. Uma vida mais saudável e longe do sedentarismo.

Por sedentarismo não deve-se imaginar apenas pessoas gordas. Existem muitos magros que são sedentários. Aquele guri que corria de bermuda jeans e jaqueta parecia ser um exemplo disso, pois percebi que ele estava correndo meio que com o freio de mão puxado e assoprando a respiração pela boca em um ritmo acelerado que nem de longe condizia com o ritmo de sua corrida.

Porém, vamos deixar o garoto pra lá. Ele é um herói nessa história. Estava superando seus desafios pessoais e é justamente sobre isso que eu continuei refletindo enquanto continuava minha pedalada, agora já distante daqueles corredores que ficaram pra trás em minha rota.

O momento da virada…

Tais reflexões sobre aquele grupo de corredores me acompanhou no trajeto de volta para casa, e ainda naquele mesmo domingo eu aproveitei o almoço em família para compartilhar a novidade com quem quisesse ouvir e topar o desafio:

Vamos participar de uma corrida de rua! Quem topa?

As primeiras reações foram de riso, pois o pessoal achou que eu estava brincando. Às vezes eu falo as coisas meio que da boca pra fora e o pessoal não sabe quando estou falando sério ou apenas brincando, faz parte.

Porém, eu disse que estava falando sério.

Dessa vez, algumas pessoas já acreditaram que de fato eu estava falando sério, mas ninguém parecia animado para topar o desafio.

Sabe como é, né?

Zona de conforto. Sedentarismo.

Não vamos correr não Marcelo, deixa isso aí pra lá. Coisa de doido.

Nem minha namorada queria topar naquele dia.

Porém, na semana seguinte…

Na semana seguinte…

Eu comecei a pentelhar todo mundo com a ideia que ainda estava em minha cabeça:

Vamos correr! É bom pra sua saúde! Fazer um exercício, etc.

Parece que lá no fundo algumas pessoas começavam a ver sentido em tudo que eu falava e por mais que houvesse uma resistência interna seja por autossabotagem ou seja lá o que for, consegui arrastar algumas pessoas para a corrida. Depois que você consegue arrastar a primeira pessoa, fica mais fácil trazer a segunda e a terceira, entende?

Enfim, como resultado das minhas pentelhações consegui inscrever 3 pessoas próximas para correr a “MEIA DE CURITA 2023” são elas:

  • Minha namorada;
  • Minha prima;
  • Minha irmã.

OBS: Sim, é Curita mesmo o nome da prova e eu não errei o nome da cidade.

Por algum motivo, parece que é mais fácil arrastar as mulheres do que homem para correr. Talvez porque a mulherada se preocupa mais com o peso ou as “pochetinhas” na barriga.

De qualquer modo, elas são as heroínas do relato de hoje.

Elas toparam o desafio, mesmo após os 30 anos e duas delas já sendo mães, ainda não largaram os bets.

Nesse ponto da conversa, é impossível não observar a semelhança delas com aqueles corredores amadores da prova que vi naquele domingo.

Elas estão comprometidas não com o resultado da prova, mas sim com sua qualidade de vida. Uma vida mais saudável e longe do sedentarismo.

Do sedentarismo ao 5 km em um mês, dá para encarar?

Sinceramente não sei. Provavelmente a resposta mais segura de se dar nesses casos seria um não.

Porém, meu papel aqui não é desmotivar ninguém.

Eu não sou formado em educação física nem em medicina, então não estou aqui para fornecer informações técnicas.

Meu papel aqui é apenas te motivar a topar essa ideia de corrida de rua. Seja lá o estado que se encontra hoje.

Se você está sedentário(a) precisa começar a se movimentar de algum jeito.

É igual um trem parado na estação.

Para começar a se movimentar, ele precisa fazer um esforço danado.

Depois que embala é fácil.

Experimente fazendo um treino intervalado, mesclando caminhada e corrida (não esqueça de alongar antes).

Experimente fazer 3 minutos de caminhada para 1 minuto de corrida.

Repita essa série por 2 vezes pelo menos, e veja como você se sente.

Sim, seu primeiro treino de corrida vai ter 2 minutos de corrida e eles ainda são divididos em duas prestações!

Faça ajustes se precisar (ajustando a proporção de caminhada ou corrida). Aumente séries se achar que dá para encarar.

Dependendo do seu caso, consulte um médico para sua segurança.

Comece pequeno, pense grande!

Confira o vídeo da nossa corrida:

Após algum tempo que escrevi esse artigo, chegou o grande dia da nossa corrida. Meninas estão de parabéns! Veja como foi isso na prática: A primeira vez em uma corrida de rua

Seja um corredor de rua pelo menos um dia na sua vida!

Essa experiência pode mudar completamente sua vida.

No momento que escrevo, a nossa prova ainda não aconteceu, mas elas já estão treinando para isso.

Incrível como uma decisão de participar de uma prova assim já muda a rotina das pessoas. Existem cuidados que começam a ocorrer na alimentação, uma rotina de treinos é criada, até mesmo uma roupa de corrida ou top para segurar as coisas precisa fazer parte do vestuário.

Enfim, simples decisões da vida que podem mudar o rumo da sua vida.

Agora deixo um convite pra você, bora participar de uma corrida de rua aí na sua cidade?

 

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Marcelo Kazequer

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